Projeto de Execução de Arquitetura: vai construir ou remodelar? Evite surpresas na obra

Quando se pensa em construir ou remodelar, é natural que a atenção vá para o desenho, o estilo e as escolhas estéticas. No entanto, existe uma fase determinante — muitas vezes subestimada — que pode fazer toda a diferença entre uma obra tranquila e uma obra cheia de imprevistos: o Projeto de Execução de Arquitetura.

Na Habitat Saudável, consideramos que um bom projeto de execução é a base técnica mais importante de todo o processo, porque transforma uma intenção num plano claro e rigoroso para construir. É muito mais do que um projeto “para licenciamento”: é um manual completo de instruções, que ajuda a evitar erros, atrasos e custos extra. Serve para orçamentar com rigor, reduzir erros em obra e evitar derrapagens.

Neste artigo, explicamos o que é um projeto de execução, porque é indispensável e como pode proteger o seu orçamento e o resultado final da obra.

 

O que é um Projeto de Execução de Arquitetura?

O Projeto de Execução é o nível mais detalhado de um projeto de arquitetura. Inclui todas as peças e elementos técnicos necessários para orientar a construção com precisão: plantas, cortes, alçados, pormenores construtivos, materiais, soluções técnicas e cotas exatas.

Em termos simples:
• Projeto de arquitetura sem projeto de execução = ideia, conceito e base legal para aprovar na Câmara Municipal e/ou outras entidades licenciadoras.
• Projeto de arquitetura com projeto de execução = instruções claras para construir com rigor, qualidade e custos controlados.

 

As principais vantagens de um bom Projeto de Execução

1) Maior detalhe técnico e construtivo

Um bom projeto de execução inclui todos os detalhes que permitem construir sem dúvidas, como:
• plantas, cortes, alçados e pormenores construtivos com cotas;
• materiais e soluções construtivas especificadas;
• definição de como cada elemento será realmente executado (paredes, isolamentos, caixilharias, impermeabilizações, etc.).

Ou seja: reduz a margem de interpretação e evita “decisões improvisadas” em obra.

 

2) Menos surpresas, menos custos extra em obra

Quando não existe projeto de execução, muitas decisões ficam pendentes e acabam por ser resolvidas em obra — o que aumenta o risco de:

  • erros de execução;
  • atrasos;
  • escolhas feitas sob pressão;
  • custos extra que não estavam previstos no orçamento inicial.

O projeto de execução permite antecipar e resolver problemas antes da obra começar, quando ainda é possível ajustar com tempo e controlo.

 

3) Orçamento mais realista (e sem derrapagens)

Uma das grandes mais-valias do projeto de execução é permitir que o orçamento seja feito com base em elementos concretos. Assim, os empreiteiros conseguem:

  • medir com precisão;
  • orçamentar com maior rigor;
  • reduzir estimativas e “margens por excesso”.

Além disso, o cliente consegue comparar propostas de forma justa, porque todos os construtores estão a orçamentar o mesmo conjunto de soluções e materiais.

 

4) Controlo de qualidade e respeito pelo projeto

O projeto de execução protege a qualidade do resultado final porque garante que:

  • os detalhes arquitetónicos definidos pelo autor são respeitados;
  • a estética, o conforto e a durabilidade não são comprometidos;
  • evitam-se soluções improvisadas que podem baixar a qualidade da obra.

O objetivo é simples: o que foi pensado em projeto deve ser aquilo que se concretiza na construção.

 

5) Segurança, conformidade e legalidade

Um projeto de execução descreve as soluções construtivas de acordo com normas e regulamentação em vigor, incluindo:

  • térmica e acústica;
  • acessibilidade;
  • segurança contra incêndios;
  • desempenho e compatibilidade dos materiais.

Esta etapa é essencial para garantir uma obra segura, duradoura e em conformidade.

 

6) Valorização do imóvel

Quando tudo está definido com rigor, o resultado torna-se mais previsível, coerente e controlado. Isso aumenta:

  • a qualidade percebida;
  • a durabilidade;
  • a confiança no investimento;
  • a valorização do imóvel (com custos mais bem geridos).

 

Exemplos concretos: o que muda na prática?

O projeto de execução é onde se decide o que realmente será construído — e isso tem impacto direto no orçamento e no resultado final. Eis alguns exemplos comuns:

 

1) Paredes exteriores

Sem projeto de execução: indica-se apenas a espessura da parede (ex.: 30 cm).

Com projeto de execução: define-se o sistema completo: tijolo + isolamento térmico + caixa de ar + revestimento exterior (reboco, pedra, ETICS, etc.) + acabamento interior (estuque, gesso cartonado).

Resultado: mais desempenho, menos dúvidas e menos alterações em obra.

 

2) Caixilharias e janelas

Sem projeto de execução: existe apenas o desenho genérico da janela no alçado.

Com projeto de execução: define-se tudo com rigor:

  • material (PVC, alumínio com corte térmico, madeira, etc.);
  • tipo de vidro (duplo, baixo emissivo, laminado acústico, etc.);
  • sistema de abertura (batente, oscilo-batente, correr);
  • pormenor de instalação (aro encastrado no isolamento).

Resultado: eficiência térmica e acústica real e mensurável.

 

3) Cobertura (telhado ou terraço)

Sem projeto de execução: define-se a inclinação e o acabamento (telha ou laje plana).

Com projeto de execução: especificam-se as camadas:
estrutura (betão ou madeira) + isolamento térmico + impermeabilização + ventilação + rufos + drenagem.

Resultado: prevenção de infiltrações e patologias futuras.

 

4) Cozinha e instalações sanitárias

Sem projeto de execução: espaços definidos e pontos de água/esgoto apenas aproximados.

Com projeto de execução: tudo é cotado e detalhado:

  • revestimentos (ex.: azulejo até 2,10 m; pintura lavável);
  • pontos exatos de água e esgoto;
  • alturas de bancadas, nichos, exaustão e detalhes funcionais.

Resultado: menos retrabalho e melhor funcionalidade.

 

5) Escadas interiores

Sem projeto de execução: indicação do vão e inclinação geral.

Com projeto de execução: dimensionamento completo:
altura e largura de cada degrau, guarda-corpos, corrimãos, encaixes e material (betão, madeira, metálica).

Resultado: conforto, segurança e acabamento correto.

 

6) Acabamentos

Sem projeto de execução: “pavimento em madeira” ou “cerâmica”.

Com projeto de execução: definição completa:
tipo de madeira (carvalho, flutuante, maciça), formato da cerâmica, padrão (linha reta, espinha), rodapés, juntas e transições.

Resultado: um final estético consistente e com padrão de qualidade.

 

Um projeto de execução bem feito pode significar poupança

Pode parecer um investimento superior na fase inicial, mas na prática um projeto de execução quase sempre representa poupança durante a obra, porque reduz erros, retrabalhos e custos extra.

 

1) Orçamento mais preciso desde o início

Com todos os detalhes definidos, os empreiteiros conseguem orçamentar corretamente.
Sem projeto de execução, há mais estimativas e muitas vezes valores inflacionados “por segurança”.

Resultado: menos derrapagens financeiras.

 

2) Menos erros e menos retrabalho

Quando uma solução não está definida, pode ser executada de forma inadequada.
E corrigir em obra significa, muitas vezes, demolir e refazer.

Cada erro custa tempo e dinheiro.

 

3) Evita decisões de última hora (sob pressão)

Sem projeto de execução, muitas escolhas são feitas em obra, com prazos curtos, materiais limitados e equipas à espera.

Normalmente paga-se mais caro e escolhe-se pior.

 

4) Melhora a negociação com empreiteiros

Um mapa de medições e caderno de encargos detalhado coloca todos os concorrentes a orçamentar a mesma coisa.
Sem execução, cada empreiteiro interpreta de forma diferente — e o mais barato pode esconder omissões que aparecem depois como “trabalhos a mais”.

Resultado: custos suplementares e obra a derrapar.

 

5) Mais durabilidade e menos custos futuros

Soluções mal definidas podem originar infiltrações, fissuras, falhas acústicas e reparações frequentes.

O barato inicial pode sair caro em manutenção.

 

Conclusão: evite surpresas — planeie com rigor

No projeto sem execução, a obra fica cheia de dúvidas que serão resolvidas “em cima do acontecimento”, muitas vezes pelo empreiteiro e nem sempre da forma mais alinhada com o que o cliente idealizou.

Com o projeto de execução, o arquiteto define tudo antes do início da obra, o que permite:

  • mais rigor;
  • melhor controlo de custos;
  • maior previsibilidade;
  • qualidade e durabilidade superiores.

 

Em suma, um Projeto de Execução de Arquitetura bem feito é uma das melhores formas de proteger o seu investimento e garantir um resultado final à altura das suas expectativas.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Projetos de Execução de Arquitetura

O Projeto de Execução é obrigatório em Portugal?


Depende. Em muitos casos, não é obrigatório, mas é altamente recomendado para a fase de obra. Mesmo não sendo exigido por lei, o projeto de execução é o que garante clareza, rigor e controlo de custos, reduzindo significativamente riscos e imprevistos.

O Projeto de Licenciamento serve para aprovação na Câmara Municipal e/ou outras entidades (APA, RAN, etc.) e define o conceito geral (volumetria, áreas, implantação, organização do espaço).

O Projeto de Execução é o documento técnico completo para construir, com pormenores construtivos, materiais, soluções técnicas e cotas para que o empreiteiro consiga executar a obra com precisão e para que o orçamento seja feito com base em elementos concretos.

Depende do tipo de obra, mas normalmente inclui:

  • Plantas, cortes, alçados;
  • Planta de acabamentos (paredes e pavimentos);
  • Planta de iluminação (pormenores sancas, interruptores, tomadas, etc.);
  • Mapa de acabamentos;
  • Mapas e quadros técnicos (mapa de acabamentos, mapa de armários, mapa de vãos interiores e exteriores, etc.)
  • Definição de materiais e soluções construtivas;
  • Memórias descritivas;
  • Pormenores construtivos com análise de pontos críticos (isolamentos, impermeabilizações, caixilharias, etc.);
  • Indicações técnicas para execução em obra;
  • Compatibilização com as diferentes especialidades de engenharia;
  • Em muitos casos, caderno de encargos e mapa de medições (essenciais para orçamentar e comparar propostas)

Idealmente,  deverá ter em sua posse antes de pedir orçamentos e antes de iniciar a obra. Quanto mais cedo estiverem definidas as soluções e os materiais, mais fácil é:

  • Orçamentar com rigor
  • Evitar decisões de última hora
  • Reduzir alterações em obra e custos extra

 

Nesse sentido é recomendável efetuar o projeto de execução após a aprovação do licenciamento.

Na maioria dos casos, sim. Embora represente um investimento inicial superior, um projeto bem detalhado ajuda a reduzir custos por:

  • orçamentação mais precisa;
  • menos erros e retrabalhos;
  • menos “trabalhos a mais” inesperados;
  • decisões antecipadas e planeadas, sem pressão.

 

Ou seja, evita derrapagens e normalmente compensa durante a obra.

Sim — e muitas vezes é ainda mais importante.
Em remodelações existem mais variáveis e “surpresas” escondidas (infraestruturas antigas, paredes não previstas, limitações técnicas). Um bom projeto de execução ajuda a planear soluções com antecedência e a reduzir alterações em obra.

O projeto de execução é uma ferramenta de trabalho essencial para:

  • projetistas;
  • empreiteiros e equipas de obra;
  • fiscalização de obra;
  • fornecedores e técnicos de especialidades;
  • cliente, que consegue acompanhar e validar decisões com mais confiança.

 

É o documento que alinha todos os intervenientes.

Pode, mas aumenta muito o risco de:

  • Interpretações diferentes do que foi “pensado”
  • Trabalhos a mais e custos suplementares
  • Atrasos por decisões em obra
  • Perda de qualidade em pontos críticos (impermeabilizações, isolamentos, caixilharias)

 

Na prática, sem execução, muitas decisões acabam por ser tomadas “em cima do acontecimento”, nem sempre com o tempo e o controlo necessários.

Sim. Quando existe projeto de execução, todos os empreiteiros orçamentam o mesmo, o que permite comparar propostas com transparência.

Sem execução, as propostas podem parecer comparáveis, mas muitas vezes incluem omissões que surgem depois como “trabalhos a mais”.

Não existe um valor único. O custo depende de fatores como:

  • Área e complexidade da obra
  • Nível de detalhe necessário
  • Soluções técnicas e materiais
  • Se inclui (ou não) caderno de encargos e mapa de medições

 

O mais importante é olhar para o Projeto de Execução como um investimento de controlo: quanto mais complexa a obra, maior o retorno em previsibilidade, qualidade e redução de derrapagens.

O prazo varia consoante a complexidade e dimensão do projeto, mas em geral é uma fase que exige tempo para detalhar com rigor.

O mais importante é perceber que este tempo é tempo ganho, porque evita atrasos e indefinições durante a obra.

Um bom projeto de execução deve ter:

  • detalhe construtivo e cotas claras;
  • materiais e soluções especificadas;
  • coerência entre arquitetura e especialidades;
  • pormenores críticos (isolamentos, impermeabilizações, caixilharias, encontros);
  • informação suficiente para construir sem dúvidas.

 

Se o empreiteiro “tem de adivinhar”, falta detalhe — e isso é um risco.

Depende. Em muitos casos, não é obrigatório, mas é altamente recomendado para a fase de obra. Mesmo não sendo exigido por lei, o projeto de execução é o que garante clareza, rigor e controlo de custos, reduzindo significativamente riscos e imprevistos.

O Projeto de Licenciamento serve para aprovação na Câmara Municipal e/ou outras entidades (APA, RAN, etc.) e define o conceito geral (volumetria, áreas, implantação, organização do espaço).

O Projeto de Execução é o documento técnico completo para construir, com pormenores construtivos, materiais, soluções técnicas e cotas para que o empreiteiro consiga executar a obra com precisão e para que o orçamento seja feito com base em elementos concretos.

Depende do tipo de obra, mas normalmente inclui:

  • Plantas, cortes, alçados;
  • Planta de acabamentos (paredes e pavimentos);
  • Planta de iluminação (pormenores sancas, interruptores, tomadas, etc.);
  • Mapa de acabamentos;
  • Mapas e quadros técnicos (mapa de acabamentos, mapa de armários, mapa de vãos interiores e exteriores, etc.)
  • Definição de materiais e soluções construtivas;
  • Memórias descritivas;
  • Pormenores construtivos com análise de pontos críticos (isolamentos, impermeabilizações, caixilharias, etc.);
  • Indicações técnicas para execução em obra;
  • Compatibilização com as diferentes especialidades de engenharia;
  • Em muitos casos, caderno de encargos e mapa de medições (essenciais para orçamentar e comparar propostas)

Idealmente,  deverá ter em sua posse antes de pedir orçamentos e antes de iniciar a obra. Quanto mais cedo estiverem definidas as soluções e os materiais, mais fácil é:

  • Orçamentar com rigor
  • Evitar decisões de última hora
  • Reduzir alterações em obra e custos extra

 

Nesse sentido é recomendável efetuar o projeto de execução após a aprovação do licenciamento.

Na maioria dos casos, sim. Embora represente um investimento inicial superior, um projeto bem detalhado ajuda a reduzir custos por:

  • orçamentação mais precisa;
  • menos erros e retrabalhos;
  • menos “trabalhos a mais” inesperados;
  • decisões antecipadas e planeadas, sem pressão.

 

Ou seja, evita derrapagens e normalmente compensa durante a obra.

Sim — e muitas vezes é ainda mais importante.
Em remodelações existem mais variáveis e “surpresas” escondidas (infraestruturas antigas, paredes não previstas, limitações técnicas). Um bom projeto de execução ajuda a planear soluções com antecedência e a reduzir alterações em obra.

O projeto de execução é uma ferramenta de trabalho essencial para:

  • projetistas;
  • empreiteiros e equipas de obra;
  • fiscalização de obra;
  • fornecedores e técnicos de especialidades;
  • cliente, que consegue acompanhar e validar decisões com mais confiança.

 

É o documento que alinha todos os intervenientes.

Pode, mas aumenta muito o risco de:

  • Interpretações diferentes do que foi “pensado”
  • Trabalhos a mais e custos suplementares
  • Atrasos por decisões em obra
  • Perda de qualidade em pontos críticos (impermeabilizações, isolamentos, caixilharias)

 

Na prática, sem execução, muitas decisões acabam por ser tomadas “em cima do acontecimento”, nem sempre com o tempo e o controlo necessários.

Sim. Quando existe projeto de execução, todos os empreiteiros orçamentam o mesmo, o que permite comparar propostas com transparência.

Sem execução, as propostas podem parecer comparáveis, mas muitas vezes incluem omissões que surgem depois como “trabalhos a mais”.

Não existe um valor único. O custo depende de fatores como:

  • Área e complexidade da obra
  • Nível de detalhe necessário
  • Soluções técnicas e materiais
  • Se inclui (ou não) caderno de encargos e mapa de medições

 

O mais importante é olhar para o Projeto de Execução como um investimento de controlo: quanto mais complexa a obra, maior o retorno em previsibilidade, qualidade e redução de derrapagens.

O prazo varia consoante a complexidade e dimensão do projeto, mas em geral é uma fase que exige tempo para detalhar com rigor.

O mais importante é perceber que este tempo é tempo ganho, porque evita atrasos e indefinições durante a obra.

Um bom projeto de execução deve ter:

  • detalhe construtivo e cotas claras;
  • materiais e soluções especificadas;
  • coerência entre arquitetura e especialidades;
  • pormenores críticos (isolamentos, impermeabilizações, caixilharias, encontros);
  • informação suficiente para construir sem dúvidas.

 

Se o empreiteiro “tem de adivinhar”, falta detalhe — e isso é um risco.

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